sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Ojos de Cielo





Si yo miro el fondo de tus ojos negros
se me borra el mundo con todo su infierno.
Se me borra el mundo y descubro el cielo
cuando me zambullo en tus ojos tiernos.
Ojos de cielo, ojos de cielo,
no me abandones en pleno vuelo.
Ojos de cielo, ojos de cielo,
toda mi vida por este sueño.
Ojos de cielo, ojos de cielo...
ojos de cielo, ojos de cielo...
Si yo me olvidara de lo verdadero,
si yo me alejara de lo más sincero,
tus ojos de cielo me lo recordaran,
si yo me alejara de lo verdadero.
Si el sol que me alumbra se apagara un día
y una noche oscura ganara mi vida,
tus ojos de cielo me iluminarían,
tus ojos sinceros, mi camino y guía.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

OS EVENTOS ESPORTIVOS NO BRASIL E O CONTEXTO DOS CAMPOS GERAIS



Em 2013, 2014 e 2016, ocorrem no Brasil, respectivamente, a Copa das Confederações, a Copa do Mundo e a Olimpíada. Sem sombra de dúvidas serão eventos de grande magnitude que poderão trazer divisas importantes para o estado brasileiro, unidades da federação e centenas de municípios.
Para a realização destes eventos são necessários investimentos em diversos setores, tais como infra-estrutura para aeroportos e estradas, incrementos nas redes hoteleiras e qualificação profissional de pessoal que estará envolvido direta e indiretamente na prestação de serviços.
Nesse sentido, pouco tem sido feito na região dos Campos Gerais do Paraná. Grosso modo, a região se estende no sentido norte-sul de Sengés a Rio Negro, abrangendo municípios como Tibagi, Castro, Ponta Grossa, Palmeira, Lapa e Telêmaco Borba. Todos estes municípios possuem potencial turístico, sejam eles representados por seu rico patrimônio natural, seja pelos legados étnico-culturais deixados pelos diversos fluxos migratórios ocorridos no passado.
Nesse contexto, praticamente nada tem sido feito, no que tange a preparação da região para receber turistas de diferentes partes do mundo. Majoritariamente, nossas estradas que dão acesso a áreas com paisagens ímpares continuam abandonadas, esburacadas e com poucas placas de divulgação e orientação para visitantes. As políticas públicas que estão ainda sendo cogitadas se remetem apenas aos ambientes urbanos, deixando de lado, inclusive, o turismo nas áreas rurais, segmento este que vem se destacando na região nos últimos anos.


Vale mencionar também a principal infra-estrutura que poderia abrigar alguma atividade relacionada especificamente a Copa do Mundo: o estádio Germano Krügger.  Este, há tempos vem sendo objeto de discussão principalmente por parte da apaixonada torcida operariana para que reformas e ampliações sejam feitas, afinal espaço físico existe de sobra e verba dos setores privado e público certamente poderiam ser aplicados neste patrimônio ponta-grossense.
Espera-se que os Campos Gerais possam usufruir bem destes eventos, afinal, pessoas visitarão nossa região, deixarão aqui divisas e, se as visitas forem satisfatórias outras pessoas voltarão para conhecer as belezas naturais e também o patrimônio cultural desta importante região paranaense.

Isonel Sandino Meneguzzo (Professor de Geografia da Rede Estadual de Ensino do Paraná)

terça-feira, 23 de agosto de 2011

SHAKIRA- Sólo le pido a Dios / Only i ask of God

sábado, 20 de agosto de 2011

NAÇÃO “INSENSATA”


Na última sexta-feira parte da nação brasileira parou diante da televisão para assistir o último capítulo da novela “Insensato coração” da Rede Globo. Independente de gosto a mesma foi assistida por milhões de pessoas em todo o país (e no exterior), englobando público amplamente diversificado.




Numa cena específica do último capítulo onde a personagem Natalie aparece sendo contemplada com o diploma de deputada, um aspecto chamou a atenção: A bandeira nacional ao fundo. Fazendo uma comparação superficial, porém, válida, os Estados Unidos da América é bastante criticado em nosso país, seja pela postura arrogante de parte daquele povo, seja pela sua geopolítica truculenta. Porém, naquele país, a bandeira nacional é algo considerado “sagrado” pelo povo estadunidense.



De um modo geral, os diversos filmes que chegam ao Brasil, produzidos nos EUA, de uma forma ou de outra, tratam indiretamente aquela nação de uma forma ímpar: policiais bem preparados, empresários bem sucedidos, escolas organizadas e limpas, hospitais eficientes e clara demonstração de força militar. Ao fundo a bandeira norte-americana, dando a entender ao público espectador o seu poderio em diversos aspectos que permeiam a sociedade.



Infelizmente, no nosso país, a bandeira é lembrada e utilizada em momentos como o retratado na novela (uma pessoa sem qualificação e preparo ocupando um cargo importantíssimo) ou quando a seleção brasileira de futebol está numa final de campeonato.



A mídia em geral, como formadora de opinião e altamente influente no pensamento das pessoas, deveria mudar este posicionamento, ou seja, valorizar os símbolos nacionais e não relacionar a bandeira com situações ridículas. Destacam-se também os movimentos sociais que deveriam fazer sua parte, colocando a bandeira nacional à frente das bandeiras de partidos políticos, quando da realização de manifestações públicas.



Cabe informar aos leitores que, nas escolas (falo isso enquanto professor da rede estadual de ensino) tanto bandeira, quanto hino nacional, raramente são lembrados. Para alguns, isso pode lembrar o período da ditadura militar. Como opinião pessoal, creio que isto seja antes de mais nada um ato cívico, um momento de reflexão sobre nosso papel enquanto cidadãos e um gesto de fortalecimento de nossa identidade nacional.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

AS CHUVAS EM PONTA GROSSA

Desde o último sábado, chuvas relativamente intensas tem atingido praticamente todo o estado, inclusive Ponta Grossa. A Princesa dos Campos, apesar de pujante no aspecto econômico, apresenta diversos problemas ambientais como bueiros entupidos, processos erosivos, deslizamentos de solos e inundações.
Com as chuvas dos últimos dias, vários locais da cidade foram atingidos por estes problemas. O mais impressionante de todos, talvez tenha ocorrido num lago situado no Arroio Olarias (no bairro homônimo). Às margens deste lago ocorre, inclusive, uma unidade de uma importante instituição de nível superior dos Campos Gerais.

Nesta segunda-feira pela manhã, funcionários, estudantes e professores foram surpreendidos quando a principal via de acesso para a instituição estava tomada de água, impossibilitando assim a execução de suas atividades. O lago, por estar posicionado num fundo de vale recebe grandes quantidades de águas, partículas de solos e lixo (sendo este descartado erroneamente pela população local). Com isso, é normal que o lago tenha sua profundidade diminuída ao longo dos anos devido ao material acumulado em seu fundo. Consequentemente, com as grandes quantidades de chuvas que se precipitaram nos últimos dias, o nível do mesmo subiu, atingindo assim a principal via pavimentada da instituição de ensino.

Diversos estudos e pesquisas envolvendo a problemática ambiental já foram realizados abrangendo esta área da cidade. Porém, medidas efetivas no que se refere à prevenção de acidentes deste tipo nunca foram tomadas. Pelo contrário, o descaso transparece quando processos como esse são deflagrados.

O mais interessante nesse contexto é que a cidade possui cursos técnicos, superiores e até mesmo pós-graduações (especialização e mestrado) na área ambiental e em engenharia civil (áreas do saber diretamente ligadas aos problemas acima citados).

Os bancos acadêmicos continuam sendo tratados à moda antiga, o ensino baseado na tríade: professor, giz e lousa. Enquanto isso, as premissas “pesquisa e extensão” ficam apenas nos discursos, verdadeiras propagandas.

Certamente, as instituições de ensino possuem mentes brilhantes (tanto de professores, quanto de alunos) para realizarem atividades de pesquisa e de extensão nas comunidades com o intuito de aplicarem os conhecimentos vistos em sala de aula e, consequentemente darem sua contribuição técnica e humanitária para áreas que estão praticamente abandonadas pelo poder público.



ISONEL SANDINO MENEGUZZO (DOUTORANDO EM GEOGRAFIA - UFPR)