Autor(es): A gência o globo : Cássio Bruno
O Globo - 14/01/2011
Instituições com desempenho mais baixo reclamam da avaliação; UFRJ e PUC festejam resultado
As instituições particulares do Rio avaliadas com baixo desempenho no IGC protestaram contra os resultados divulgados pelo MEC. O reitor do Centro Universitário Moacyr Sreder Bastos, Adilson Rodrigues, disse não ter sido notificado sobre o caso e acusou o Ministério da Educação, em nota, de não cumprir o parágrafo 1 ª do artigo 46 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). O texto afirma, entre outras coisas, que, após o prazo dado para a resolução dos problemas encontrados nos estabelecimentos de ensino, é feita uma reavaliação, podendo resultar ou não na desativação dos cursos ou até mesmo no descredenciamento.
O Centro Universitário Moacyr Sreder Bastos, em Campo Grande, ficou com nível 2 no IGC. Na entrevista de ontem, o ministro Fernando Haddad ressaltou que as instituições foram notificadas pelo MEC. Segundo Haddad, todas elas tiveram tempo para recorrer da decisão e prazo para o julgamento dos recursos antes da apresentação dos resultados.
A UniverCidade lembrou ter recebido nota 3, numa escala de zero a cinco, no Conceito Institucional (CI), decorrente de uma avaliação realizada, em março de 2009, na universidade, por uma comissão designada pelo MEC. No IGC, a UniverCidade registrou nota 2.
Já Júlio César da Silva, integrante da Comissão de Reformulação da Unig e ex-reitor da universidade, disse estar cumprindo todas as determinações do MEC:
- Iniciamos um trabalho de recuperação da universidade. É um projeto novo, uma nova linha de gestão assumida a partir de setembro do ano passado. Acatamos e estamos cumprindo todas as determinações. Temos confiança em resultados melhores nas próximas avaliações.
Citada no ranking do IGC com nota 1, a Faculdade de Reabilitação da Asce, em Higienópolis, não se pronunciou. Os responsáveis da Universidade Santa Úrsula, em Botafogo, não foram localizados.
Enquanto isso, a UFRJ recebeu a nota máxima no IGC entre as universidades públicas, apesar de lidar com vários problemas de infraestrutura e de segurança no seu principal campus, na Ilha do Fundão. Eduardo Mach, superintendente da Pró-reitoria de Graduação, comemorou:
- É o resultado de um esforço de toda a universidade e a seriedade dos alunos.
A PUC-RJ obteve nota 4 e ficou entre as melhores instituições privadas.
- É um estímulo para melhorar o desempenho da PUC. É o reflexo da preocupação com a qualidade do ensino e da pesquisa - avaliou o vice-reitor Acadêmico da PUC-RJ, José Ricardo Bergmann.
domingo, 16 de janeiro de 2011
No Rio, protestos contra o MEC e comemoração
sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Ações do documento Educação: da quantidade à qualidade
Autor(es): Frei Betto
Correio Braziliense - 14/01/2011
A presidente Dilma promete priorizar a educação. No Brasil, apenas 10% da população concluíram o ensino superior; 23% o médio, e 36% não terminaram o fundamental. O ministro Fernando Haddad se compromete a adotar tempo integral no ensino médio, combinando atividades curriculares com aprendizado profissionalizante.
São promessas às quais se soma a de aplicar 7% do PIB na educação (hoje, apenas 5,2%, cerca de R$ 70 bilhões).
O governo Lula avançou muito na área: criou 14 novas universidades públicas e mais de 130 expansões universitárias; a Universidade Aberta do Brasil (ensino à distância), cuja qualidade é discutível; construiu mais de 100 campi universitários pelo interior do país; criou e/ou ampliou Escolas Técnicas e Institutos Federais e, através do PROUNI, possibilitou a mais de 700 mil jovens o acesso ao ensino superior.
Outro avanço é a universalização do ensino fundamental, no qual se encontram matriculados 98% dos brasileiros de 7 a 14 anos. Porém, quantidade não significa qualidade. Ainda há muito a fazer. Estão fora da escola 15% dos jovens entre 15 e 17 anos. Ao desinteresse, principal motivo, alinham-se a premência de trabalhar e a dificuldade de acesso à escola.
Tomara que a proposta de tempo integral do ministro Haddad se torne realidade. Nos países desenvolvidos os alunos permanecem na escola, em média, 8h por dia. No Brasil, 4h30. Pesquisas indicam que, em casa, passam o mesmo tempo diante da TV e/ou do computador. Nada contra, exceto o risco de obesidade precoce. Mas como seria bom se TV emitisse mais cultura e menos entretenimento e se na internet fossem acessados conteúdos mais educativos!
Os estudantes brasileiros leem 7,2 livros por ano, dos quais 5,5 são didáticos ou indicados pela escola. Apenas 1,7 livro por escolha própria. E 46% dos estudantes não frequentam bibliotecas.
No Pisa 2009 (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), aplicado em 65 países, o Brasil ficou em 53º lugar. Na escala de 1 a 800 pontos, nosso país alcançou 401. No quesito leitura, 49% de nossos alunos mereceram nível 1 (1 equivale a conhecimento rudimentar e 6 ao mais complexo). Nível 1 também para 69% de nossos alunos em matemática e para 54% em ciências.
O Pisa é aplicado em alunos(as) de 15 anos. Nas provas de matemática e leitura, apenas 20 alunos (0,1%), dos 20 mil testados, alcançaram o nível 6 em leitura e matemática. Em ciências, nenhum. No conjunto, é em matemática que nossos alunos estão mais atrasados: 386 pontos (o máximo são 800). O MEC apostava atingirem 395. Na leitura, nossos alunos fizeram 412 pontos, e em ciências, 405.
Estamos tão atrasados que o Plano Nacional de Educação prevê o Brasil alcançar, no Pisa, 477 pontos em 2021. Em 2009, a Lituânia alcançou 479; a Itália, 486; os EUA, 496; a Polônia, 501; o Japão 529; e a China, campeã, 577.
Nos países mais desenvolvidos, 50% do tempo de instrução obrigatório aos alunos de 9 a 11 anos e 40% do tempo para os alunos de 12 a 14 anos é ocupado com ciências, matemática, literatura e redação. E, no ensino fundamental, não se admitem mais de 20 alunos por classe.
Onde está o nosso tendão de Aquiles? Na falta de investimentos – em qualificação de professores, plano de carreira, equipamentos nas escolas (informática, laboratório, biblioteca, infra desportiva etc).
Análise de 39 países, feita pela OCDE em 2010, revela que o investimento do Brasil em educação corresponde a apenas 1/5 do que os países desenvolvidos desembolsam para o setor. EUA, Reino Unido, Japão, Áustria, Itália e Dinamarca investem cerca de US$ 94.589 (cerca de R$ 160 mil) por aluno no decorrer de todo o ciclo fundamental. O Brasil investe apenas US$ 19.516 (cerca de R$ 33 mil).
Embora a OMC tenha insinuado retirar a educação da condição de dever do Estado e direito do cidadão e transformá-la em simples negócio – ao que o governo Lula se contrapôs decididamente -, os 5,2% do PIB que nosso país aplica na educação são insuficientes. O que favorece a multiplicação de escolas e universidades particulares de duvidosa qualidade. Entre os países mais ricos, derivam do poder público 90% do investimento em ensinos fundamental e médio.
Ainda convivemos com cerca de 14 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais. Sem contar os analfabetos funcionais. Dos 135 milhões de eleitores em 2010, 27 milhões não sabiam ler nem escrever. Faltou ao governo Lula um plano eficiente de alfabetização de jovens e adultos.
Tomara que Dilma cumpra a promessa de criar 6 mil novas creches e o MEC se convença de que alfabetização de jovens e adultos não se faz apenas com dedicados voluntários. É preciso magistério capacitado, qualificado e bem remunerado.
Todos gostariam que seus filhos tivessem ótimos professores. Mas quem sonha em ver o filho professor? Na Coreia do Sul, onde são tão bem remunerados quanto médicos e advogados, e socialmente prestigiados, todos conhecem o provérbio: “Jamais pise na sombra de um professor.”
Correio Braziliense - 14/01/2011
A presidente Dilma promete priorizar a educação. No Brasil, apenas 10% da população concluíram o ensino superior; 23% o médio, e 36% não terminaram o fundamental. O ministro Fernando Haddad se compromete a adotar tempo integral no ensino médio, combinando atividades curriculares com aprendizado profissionalizante.
São promessas às quais se soma a de aplicar 7% do PIB na educação (hoje, apenas 5,2%, cerca de R$ 70 bilhões).
O governo Lula avançou muito na área: criou 14 novas universidades públicas e mais de 130 expansões universitárias; a Universidade Aberta do Brasil (ensino à distância), cuja qualidade é discutível; construiu mais de 100 campi universitários pelo interior do país; criou e/ou ampliou Escolas Técnicas e Institutos Federais e, através do PROUNI, possibilitou a mais de 700 mil jovens o acesso ao ensino superior.
Outro avanço é a universalização do ensino fundamental, no qual se encontram matriculados 98% dos brasileiros de 7 a 14 anos. Porém, quantidade não significa qualidade. Ainda há muito a fazer. Estão fora da escola 15% dos jovens entre 15 e 17 anos. Ao desinteresse, principal motivo, alinham-se a premência de trabalhar e a dificuldade de acesso à escola.
Tomara que a proposta de tempo integral do ministro Haddad se torne realidade. Nos países desenvolvidos os alunos permanecem na escola, em média, 8h por dia. No Brasil, 4h30. Pesquisas indicam que, em casa, passam o mesmo tempo diante da TV e/ou do computador. Nada contra, exceto o risco de obesidade precoce. Mas como seria bom se TV emitisse mais cultura e menos entretenimento e se na internet fossem acessados conteúdos mais educativos!
Os estudantes brasileiros leem 7,2 livros por ano, dos quais 5,5 são didáticos ou indicados pela escola. Apenas 1,7 livro por escolha própria. E 46% dos estudantes não frequentam bibliotecas.
No Pisa 2009 (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), aplicado em 65 países, o Brasil ficou em 53º lugar. Na escala de 1 a 800 pontos, nosso país alcançou 401. No quesito leitura, 49% de nossos alunos mereceram nível 1 (1 equivale a conhecimento rudimentar e 6 ao mais complexo). Nível 1 também para 69% de nossos alunos em matemática e para 54% em ciências.
O Pisa é aplicado em alunos(as) de 15 anos. Nas provas de matemática e leitura, apenas 20 alunos (0,1%), dos 20 mil testados, alcançaram o nível 6 em leitura e matemática. Em ciências, nenhum. No conjunto, é em matemática que nossos alunos estão mais atrasados: 386 pontos (o máximo são 800). O MEC apostava atingirem 395. Na leitura, nossos alunos fizeram 412 pontos, e em ciências, 405.
Estamos tão atrasados que o Plano Nacional de Educação prevê o Brasil alcançar, no Pisa, 477 pontos em 2021. Em 2009, a Lituânia alcançou 479; a Itália, 486; os EUA, 496; a Polônia, 501; o Japão 529; e a China, campeã, 577.
Nos países mais desenvolvidos, 50% do tempo de instrução obrigatório aos alunos de 9 a 11 anos e 40% do tempo para os alunos de 12 a 14 anos é ocupado com ciências, matemática, literatura e redação. E, no ensino fundamental, não se admitem mais de 20 alunos por classe.
Onde está o nosso tendão de Aquiles? Na falta de investimentos – em qualificação de professores, plano de carreira, equipamentos nas escolas (informática, laboratório, biblioteca, infra desportiva etc).
Análise de 39 países, feita pela OCDE em 2010, revela que o investimento do Brasil em educação corresponde a apenas 1/5 do que os países desenvolvidos desembolsam para o setor. EUA, Reino Unido, Japão, Áustria, Itália e Dinamarca investem cerca de US$ 94.589 (cerca de R$ 160 mil) por aluno no decorrer de todo o ciclo fundamental. O Brasil investe apenas US$ 19.516 (cerca de R$ 33 mil).
Embora a OMC tenha insinuado retirar a educação da condição de dever do Estado e direito do cidadão e transformá-la em simples negócio – ao que o governo Lula se contrapôs decididamente -, os 5,2% do PIB que nosso país aplica na educação são insuficientes. O que favorece a multiplicação de escolas e universidades particulares de duvidosa qualidade. Entre os países mais ricos, derivam do poder público 90% do investimento em ensinos fundamental e médio.
Ainda convivemos com cerca de 14 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais. Sem contar os analfabetos funcionais. Dos 135 milhões de eleitores em 2010, 27 milhões não sabiam ler nem escrever. Faltou ao governo Lula um plano eficiente de alfabetização de jovens e adultos.
Tomara que Dilma cumpra a promessa de criar 6 mil novas creches e o MEC se convença de que alfabetização de jovens e adultos não se faz apenas com dedicados voluntários. É preciso magistério capacitado, qualificado e bem remunerado.
Todos gostariam que seus filhos tivessem ótimos professores. Mas quem sonha em ver o filho professor? Na Coreia do Sul, onde são tão bem remunerados quanto médicos e advogados, e socialmente prestigiados, todos conhecem o provérbio: “Jamais pise na sombra de um professor.”
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Educação, ciência e tecnologia: prioridades do novo governo
Autor(es): Jorge Werthein
Correio Braziliense - 10/01/2011
Doutor em educação pela Stanford University, foi representante da Unesco no Brasil e é vice-presidente da Sangari Brasil e do Instituto Sangari
A presidente Dilma Rousseff foi clara em seu discurso de posse no Congresso Nacional: “Junto com a erradicação da miséria, será prioridade do meu governo a luta pela qualidade da educação, da saúde e da segurança”. Demonstrou plena consciência das necessidades mais urgentes do país. Deu destaque, evidentemente, à educação, em especial a sua qualidade. Concomitantemente, o ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciou plano de ação que terá como prioridades a educação infantil, a qualidade do ensino fundamental, o ensino médio e a valorização do magistério. Nada poderia ser mais alvissareiro no ano que se inicia.
De fato, a qualidade da educação vem ocupando e preocupando especialistas no assunto já há algum tempo, sobretudo depois que o Brasil conseguiu universalizar o ensino fundamental. Não se trata de um desafio recente, portanto. A baixa qualidade do ensino brasileiro vem se refletindo no desempenho dos estudantes em exames internacionais, como o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), e na taxa de analfabetismo funcional, conforme indica o IBGE, ambos ainda vigentes, a despeito dos esforços dos últimos anos.
A presidente reconhece tanto os esforços quanto os desafios ao declarar, no discurso de posse, que “nas últimas décadas, o Brasil universalizou o ensino fundamental. Porém é preciso melhorar sua qualidade e aumentar as vagas no ensino infantil e no ensino médio”. Vale lembrar que essas são as palavras de uma presidente recém-empossada e não mais de uma candidata à Presidência da República. Portanto, trata-se de um compromisso de governo, que reafirma uma promessa de campanha.
O ministro da Educação, por sua vez, acaba de anunciar que, no plano de ação do MEC, está contemplada a proposta de aula em tempo integral, de maneira que o estudante faria o ensino médio e a educação profissional em dois turnos, na mesma escola ou não. A presidente certamente apoia a proposta, uma vez que se comprometeu a aumentar o investimento público no ensino médio e a estender a experiência do ProUni ao ensino médio profissionalizante, de forma a acelerar a oferta de milhares de vagas para que os jovens recebam formação educacional e profissional de qualidade.
Quanto à valorização do magistério, estratégia fundamental para uma educação de qualidade, a presidente afirmou aos congressistas que “só existirá ensino de qualidade se o professor e a professora forem tratados como as verdadeiras autoridades da educação, com formação continuada, remuneração adequada e sólido compromisso dos professores e da sociedade com a educação das crianças e dos jovens”.
O ministro Haddad também propõe à presidente a adoção de um concurso nacional para professores, em substituição às seleções municipais e estaduais. Assim, prefeituras e governos poderiam escolher os melhores docentes a partir do desempenho deles nas provas, e eles, por sua vez, teriam a possibilidade de escolher onde lecionar. Seria uma forma de valorizar os profissionais mais qualificados em todo o país, os quais certamente receberiam salários mais atrativos. Eis uma importante iniciativa, ainda que não seja fácil implementá-la.
Tudo isso certamente poderá contribuir para que o Brasil alcance as metas nacionais e internacionais que estabeleceu nos últimos anos. “Somente com avanço na qualidade de ensino poderemos formar jovens preparados, de fato, para nos conduzir à sociedade da tecnologia e do conhecimento”, salientou Dilma Rousseff, perfeitamente ciente de que “o mundo vive em um ritmo cada vez mais acelerado de revolução tecnológica”. É o que vêm afirmando também autoridades na área educacional e científico-tecnológica, ao ressaltarem a importância de aumentar a qualidade do ensino de ciências no nível fundamental de forma a estimular e a preparar as crianças para possíveis e promissoras carreiras científicas no futuro.
É inegável a consonância da presidente e de seus ministros Fernando Haddad e Aloizio Mercadante com os discursos mais afinados com a realidade do país e do mundo atual. Se eles veem na educação e no desenvolvimento científico e tecnológico a chave para o desenvolvimento brasileiro e destacam isso em seus discursos de posse, parece claro que o novo governo está disposto a avançar decididamente nessas áreas. Cabe, agora, à sociedade maior participação na discussão e na concretização das propostas. Afinal, da educação, da ciência e da tecnologia também depende o êxito na abordagem das demais prioridades do novo governo, quais sejam o enfrentamento da miséria, das deficiências na saúde pública e da violência.
Correio Braziliense - 10/01/2011
Doutor em educação pela Stanford University, foi representante da Unesco no Brasil e é vice-presidente da Sangari Brasil e do Instituto Sangari
A presidente Dilma Rousseff foi clara em seu discurso de posse no Congresso Nacional: “Junto com a erradicação da miséria, será prioridade do meu governo a luta pela qualidade da educação, da saúde e da segurança”. Demonstrou plena consciência das necessidades mais urgentes do país. Deu destaque, evidentemente, à educação, em especial a sua qualidade. Concomitantemente, o ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciou plano de ação que terá como prioridades a educação infantil, a qualidade do ensino fundamental, o ensino médio e a valorização do magistério. Nada poderia ser mais alvissareiro no ano que se inicia.
De fato, a qualidade da educação vem ocupando e preocupando especialistas no assunto já há algum tempo, sobretudo depois que o Brasil conseguiu universalizar o ensino fundamental. Não se trata de um desafio recente, portanto. A baixa qualidade do ensino brasileiro vem se refletindo no desempenho dos estudantes em exames internacionais, como o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), e na taxa de analfabetismo funcional, conforme indica o IBGE, ambos ainda vigentes, a despeito dos esforços dos últimos anos.
A presidente reconhece tanto os esforços quanto os desafios ao declarar, no discurso de posse, que “nas últimas décadas, o Brasil universalizou o ensino fundamental. Porém é preciso melhorar sua qualidade e aumentar as vagas no ensino infantil e no ensino médio”. Vale lembrar que essas são as palavras de uma presidente recém-empossada e não mais de uma candidata à Presidência da República. Portanto, trata-se de um compromisso de governo, que reafirma uma promessa de campanha.
O ministro da Educação, por sua vez, acaba de anunciar que, no plano de ação do MEC, está contemplada a proposta de aula em tempo integral, de maneira que o estudante faria o ensino médio e a educação profissional em dois turnos, na mesma escola ou não. A presidente certamente apoia a proposta, uma vez que se comprometeu a aumentar o investimento público no ensino médio e a estender a experiência do ProUni ao ensino médio profissionalizante, de forma a acelerar a oferta de milhares de vagas para que os jovens recebam formação educacional e profissional de qualidade.
Quanto à valorização do magistério, estratégia fundamental para uma educação de qualidade, a presidente afirmou aos congressistas que “só existirá ensino de qualidade se o professor e a professora forem tratados como as verdadeiras autoridades da educação, com formação continuada, remuneração adequada e sólido compromisso dos professores e da sociedade com a educação das crianças e dos jovens”.
O ministro Haddad também propõe à presidente a adoção de um concurso nacional para professores, em substituição às seleções municipais e estaduais. Assim, prefeituras e governos poderiam escolher os melhores docentes a partir do desempenho deles nas provas, e eles, por sua vez, teriam a possibilidade de escolher onde lecionar. Seria uma forma de valorizar os profissionais mais qualificados em todo o país, os quais certamente receberiam salários mais atrativos. Eis uma importante iniciativa, ainda que não seja fácil implementá-la.
Tudo isso certamente poderá contribuir para que o Brasil alcance as metas nacionais e internacionais que estabeleceu nos últimos anos. “Somente com avanço na qualidade de ensino poderemos formar jovens preparados, de fato, para nos conduzir à sociedade da tecnologia e do conhecimento”, salientou Dilma Rousseff, perfeitamente ciente de que “o mundo vive em um ritmo cada vez mais acelerado de revolução tecnológica”. É o que vêm afirmando também autoridades na área educacional e científico-tecnológica, ao ressaltarem a importância de aumentar a qualidade do ensino de ciências no nível fundamental de forma a estimular e a preparar as crianças para possíveis e promissoras carreiras científicas no futuro.
É inegável a consonância da presidente e de seus ministros Fernando Haddad e Aloizio Mercadante com os discursos mais afinados com a realidade do país e do mundo atual. Se eles veem na educação e no desenvolvimento científico e tecnológico a chave para o desenvolvimento brasileiro e destacam isso em seus discursos de posse, parece claro que o novo governo está disposto a avançar decididamente nessas áreas. Cabe, agora, à sociedade maior participação na discussão e na concretização das propostas. Afinal, da educação, da ciência e da tecnologia também depende o êxito na abordagem das demais prioridades do novo governo, quais sejam o enfrentamento da miséria, das deficiências na saúde pública e da violência.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Menos ditadura, mais temas atuais
Autor(es): Leonel Rocha
Época - 04/01/2011
A prioridade deverá ser para assuntos relacionados a crianças, idosos e gays. As investigações sobre os governos militares ficarão em segundo plano
MARIA DO ROSÁRIO
QUEM É
Pedagoga, professora da rede pública, deputada federal no terceiro mandato e integrante do Diretório Nacional do PT
O QUE FEZ
Militou no movimento estudantil, foi vereadora (1993-1999) e candidata à Prefeitura de Porto Alegre em 2008
A mudança de rumo percebida até agora como a mais brusca do governo Dilma Rousseff em relação aos oito anos de Lula vai acontecer na Secretaria Especial dos Direitos Humanos. Com a nomeação da deputada Maria do Rosário (PT-RS) para o lugar do ministro Paulo Vanucchi, o foco principal da Secretaria se desloca das investigações sobre a ditadura militar para a execução de políticas voltadas para temas atuais, como a defesa das crianças, dos idosos e dos gays. No topo das prioridades estarão também a melhora dos hospitais e das clínicas psiquiátricas e a assistência ao que ela chama de “gente da rua”, segmento que inclui os menores abandonados e, principalmente, os viciados em crack. Ela deverá apoiar os projetos que retiram do aborto a designação de crime e também a aprovação da lei que permite a união entre pessoas do mesmo sexo. A nova ministra pretende, ainda, criar mecanismos para inibir a tortura recorrente em delegacias e presídios brasileiros.
A nova orientação da Secretaria tem muito a ver com a trajetória de Maria do Rosário. Pedagoga e professora da rede pública, ela foi eleita em 2010 para o terceiro mandato de deputada. Na Câmara, teve atuação destacada na Comissão de Direitos Humanos, onde defendeu os projetos da “lei da palmada” (que torna crime o espancamento de crianças pelos pais), a descriminalização do aborto e a diversidade religiosa. No Congresso, foi também relatora da CPI que investigou a exploração sexual de crianças e adolescentes. “Vamos articular apoios para reforçar os direitos das crianças. Esse foi o trabalho que desenvolvi ao longo da minha vida”, disse a ÉPOCA a nova ministra.
Maria do Rosário deverá apoiar projetos para deixar de punir o aborto como crime, permitir a união entre homossexuais e coibir a tortura nas delegacias
Mesmo sem tratar diretamente de temas ligados à ditadura durante seus mandatos, a deputada teve um sério entrevero em 2003 com o deputado Jair Bolsonaro (PTB-RJ), capitão reformado do Exército e representante no Congresso dos setores que defendem o regime militar. Bolsonaro empurrou a deputada e a chamou de vagabunda no Salão Verde da Câmara, cena gravada por uma emissora de TV. Bolsonaro não gostou das críticas que a deputada fizera a sua proposta de redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. No PT, Maria do Rosário faz parte da corrente Mensagem ao Partido, a mesma do futuro ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e do novo governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, que apoiou sua indicação para a Secretaria dos Direitos Humanos. Na juventude, ela militou no Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e, na década de 1990, migrou para o PT.
Fiel ao passado comunista, Maria do Rosário continuará o programa Direito à Memória e à Verdade, voltado para a procura dos desaparecidos políticos da ditadura. Nessa tarefa, terá o apoio de Dilma, ex-presa política, torturada por agentes da repressão. A experiência de Dilma na cadeia ajuda a explicar as declarações que ela deu contrárias ao apedrejamento da iraniana Sakineh Ashtiani . A ministra dará atenção especial às buscas que estão sendo feitas de cerca de 60 mortos na Guerrilha do Araguaia, no Pará. A falta de solução para esse caso provocou uma recente condenação do Brasil na corte internacional da Organização dos Estados Americanos (OEA). Pelo que se viu até agora, ela continuará segurando a bandeira do esclarecimento dos crimes patrocinados pelo governo militar. Mas sem fazer espalhafato.
Época - 04/01/2011
A prioridade deverá ser para assuntos relacionados a crianças, idosos e gays. As investigações sobre os governos militares ficarão em segundo plano
MARIA DO ROSÁRIO
QUEM É
Pedagoga, professora da rede pública, deputada federal no terceiro mandato e integrante do Diretório Nacional do PT
O QUE FEZ
Militou no movimento estudantil, foi vereadora (1993-1999) e candidata à Prefeitura de Porto Alegre em 2008
A mudança de rumo percebida até agora como a mais brusca do governo Dilma Rousseff em relação aos oito anos de Lula vai acontecer na Secretaria Especial dos Direitos Humanos. Com a nomeação da deputada Maria do Rosário (PT-RS) para o lugar do ministro Paulo Vanucchi, o foco principal da Secretaria se desloca das investigações sobre a ditadura militar para a execução de políticas voltadas para temas atuais, como a defesa das crianças, dos idosos e dos gays. No topo das prioridades estarão também a melhora dos hospitais e das clínicas psiquiátricas e a assistência ao que ela chama de “gente da rua”, segmento que inclui os menores abandonados e, principalmente, os viciados em crack. Ela deverá apoiar os projetos que retiram do aborto a designação de crime e também a aprovação da lei que permite a união entre pessoas do mesmo sexo. A nova ministra pretende, ainda, criar mecanismos para inibir a tortura recorrente em delegacias e presídios brasileiros.
A nova orientação da Secretaria tem muito a ver com a trajetória de Maria do Rosário. Pedagoga e professora da rede pública, ela foi eleita em 2010 para o terceiro mandato de deputada. Na Câmara, teve atuação destacada na Comissão de Direitos Humanos, onde defendeu os projetos da “lei da palmada” (que torna crime o espancamento de crianças pelos pais), a descriminalização do aborto e a diversidade religiosa. No Congresso, foi também relatora da CPI que investigou a exploração sexual de crianças e adolescentes. “Vamos articular apoios para reforçar os direitos das crianças. Esse foi o trabalho que desenvolvi ao longo da minha vida”, disse a ÉPOCA a nova ministra.
Maria do Rosário deverá apoiar projetos para deixar de punir o aborto como crime, permitir a união entre homossexuais e coibir a tortura nas delegacias
Mesmo sem tratar diretamente de temas ligados à ditadura durante seus mandatos, a deputada teve um sério entrevero em 2003 com o deputado Jair Bolsonaro (PTB-RJ), capitão reformado do Exército e representante no Congresso dos setores que defendem o regime militar. Bolsonaro empurrou a deputada e a chamou de vagabunda no Salão Verde da Câmara, cena gravada por uma emissora de TV. Bolsonaro não gostou das críticas que a deputada fizera a sua proposta de redução da maioridade penal de 18 para 16 anos. No PT, Maria do Rosário faz parte da corrente Mensagem ao Partido, a mesma do futuro ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e do novo governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, que apoiou sua indicação para a Secretaria dos Direitos Humanos. Na juventude, ela militou no Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e, na década de 1990, migrou para o PT.
Fiel ao passado comunista, Maria do Rosário continuará o programa Direito à Memória e à Verdade, voltado para a procura dos desaparecidos políticos da ditadura. Nessa tarefa, terá o apoio de Dilma, ex-presa política, torturada por agentes da repressão. A experiência de Dilma na cadeia ajuda a explicar as declarações que ela deu contrárias ao apedrejamento da iraniana Sakineh Ashtiani . A ministra dará atenção especial às buscas que estão sendo feitas de cerca de 60 mortos na Guerrilha do Araguaia, no Pará. A falta de solução para esse caso provocou uma recente condenação do Brasil na corte internacional da Organização dos Estados Americanos (OEA). Pelo que se viu até agora, ela continuará segurando a bandeira do esclarecimento dos crimes patrocinados pelo governo militar. Mas sem fazer espalhafato.
Educação profissional, mais qualidade no ensino
Ari Cunha - Visto, Lido e Ouvido - Ari Cunha
Correio Braziliense - 07/01/2011
Desde 1960
com Circe Cunha
Era tímida a tentativa de conjugar o ensino técnico e o ensino médio. Os alunos terminavam os estudos apenas com noções básicas, sem estarem aptos a exercer a disciplina como profissão. Os cursos conjugados com o antigo segundo grau eram enfermagem, publicidade e propaganda e fotografia. Eram mais uma diversão do que propriamente profissionalização. O Ministério da Educação retoma a iniciativa para estimular a capacitação dos jovens e também para atender à demanda do mercado de trabalho. Consumidores logo percebem a falta de treinamento, conhecimento e educação no terceiro setor. Qualidade é o que falta. Chega em boa hora a reforma proposta pelo ministro Haddad. O Sistema S (Sesc, Senai e Sesi) tem dado grande contribuição ao país com os excelentes profissionais que prepara. A ideia é estender esse conhecimento e qualidade às escolas. Manter o aluno estudando para aplicar o conhecimento em uma profissão e valorizar os professores, grandes desafios para viabilizar a proposta. (Circe Cunha)
A frase que não foi pronunciada
“Enquanto uns beijam o sapo, outros o engolem.”
Historinha imaginária de um passado não tão distante.
DescARTE
» Embalagens são um desperdício. Como ainda não há a cultura do refil no país, a criatividade é a saída. O Ministério do Meio Ambiente prepara uma cartilha para ser distribuída nas escolas. Assunta Camilo, do Instituto de Embalagens, quer aplicar a maneira inteligente de descarte nas 350 salas verdes do país. As crianças são fundamentais na ação.
Calma
» Toda decisão tomada pelo novo governo deve passar por um estudo antes de ser anunciada. O caso do acordo com laboratórios para o abatimento no preço dos remédios para o câncer linfático foi típico. Baixar o preço pago ao SUS pelo tratamento da leucemia causou espanto. A Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia não foi ouvida e protesta.
Curiosidade
» Por falar em SUS, no Brasil, a saúde pública aumenta o número de atendimentos alternativos. A acupuntura passou de 200 mil procedimentos. Em algumas regiões do país há mais variedades de tratamentos. Música, massagens, prática de banhos e fitoterapia são algumas.
Barato
» Ideia da deputada Vanessa Grazziottin é que todas as farmácias sejam obrigadas a colocar em lugar visível uma lista com os genéricos disponíveis e preços para facilitar a vida do consumidor. Agora falta a aprovação dos senadores.
Piada
» Fácil acreditar no que diz o peemedebista Michel Temer. Não há briga entre PT e PMDB quanto a nomeações no governo. Para comprovar, basta aguardar a primeira votação no plenário.
Novela
» Ainda este ano volta a discussão sobre a obrigatoriedade do diploma para o exercício da função de jornalista. Proposta de emenda à Constituição vai ser discutida no plenário da Câmara dos Deputados. O relator da matéria, deputado Hugo Leal, quer ouvir os setores envolvidos.
Sem visto
» Passaporte diplomático para os filhos do
ex-presidente Lula não tem respaldo na lei. Por terem mais de 21 anos, Luis Claudio e Marcos Claudio perdem o direito. Uma brecha encontrada pelo Itamaraty é que quem não preenche os quesitos pode portá-los em função do interesse do país. Que interesses são esses, ninguém sabe.
PNE 30
» Ainda pendente o documento recebido pela senadora Marisa Serrano com o timbre do Fórum de Meio Ambiente e Desenvolvimento de Mato Grosso do Sul. Há estudos da Eletrobras e da Eletronuclear para a seleção de usinas nucleares e de álcool na planície pantaneira e na Bacia do Alto Paraguai. Ecologistas e o Ministério do Meio Ambiente estão atentos.
Novidade
» Em pouco tempo unidades do governo se comunicarão por videoconferência. A Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação vai padronizar a aquisição dos aparelhos.
História de Brasília
Sua Alteza Imperial D. João de Orleans e Bragança mandou suspender suas obras em Brasília. Estão paralisados os trabalhos na Superquadra 102. (Publicado em 26/3/1961)
Correio Braziliense - 07/01/2011
Desde 1960
com Circe Cunha
Era tímida a tentativa de conjugar o ensino técnico e o ensino médio. Os alunos terminavam os estudos apenas com noções básicas, sem estarem aptos a exercer a disciplina como profissão. Os cursos conjugados com o antigo segundo grau eram enfermagem, publicidade e propaganda e fotografia. Eram mais uma diversão do que propriamente profissionalização. O Ministério da Educação retoma a iniciativa para estimular a capacitação dos jovens e também para atender à demanda do mercado de trabalho. Consumidores logo percebem a falta de treinamento, conhecimento e educação no terceiro setor. Qualidade é o que falta. Chega em boa hora a reforma proposta pelo ministro Haddad. O Sistema S (Sesc, Senai e Sesi) tem dado grande contribuição ao país com os excelentes profissionais que prepara. A ideia é estender esse conhecimento e qualidade às escolas. Manter o aluno estudando para aplicar o conhecimento em uma profissão e valorizar os professores, grandes desafios para viabilizar a proposta. (Circe Cunha)
A frase que não foi pronunciada
“Enquanto uns beijam o sapo, outros o engolem.”
Historinha imaginária de um passado não tão distante.
DescARTE
» Embalagens são um desperdício. Como ainda não há a cultura do refil no país, a criatividade é a saída. O Ministério do Meio Ambiente prepara uma cartilha para ser distribuída nas escolas. Assunta Camilo, do Instituto de Embalagens, quer aplicar a maneira inteligente de descarte nas 350 salas verdes do país. As crianças são fundamentais na ação.
Calma
» Toda decisão tomada pelo novo governo deve passar por um estudo antes de ser anunciada. O caso do acordo com laboratórios para o abatimento no preço dos remédios para o câncer linfático foi típico. Baixar o preço pago ao SUS pelo tratamento da leucemia causou espanto. A Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia não foi ouvida e protesta.
Curiosidade
» Por falar em SUS, no Brasil, a saúde pública aumenta o número de atendimentos alternativos. A acupuntura passou de 200 mil procedimentos. Em algumas regiões do país há mais variedades de tratamentos. Música, massagens, prática de banhos e fitoterapia são algumas.
Barato
» Ideia da deputada Vanessa Grazziottin é que todas as farmácias sejam obrigadas a colocar em lugar visível uma lista com os genéricos disponíveis e preços para facilitar a vida do consumidor. Agora falta a aprovação dos senadores.
Piada
» Fácil acreditar no que diz o peemedebista Michel Temer. Não há briga entre PT e PMDB quanto a nomeações no governo. Para comprovar, basta aguardar a primeira votação no plenário.
Novela
» Ainda este ano volta a discussão sobre a obrigatoriedade do diploma para o exercício da função de jornalista. Proposta de emenda à Constituição vai ser discutida no plenário da Câmara dos Deputados. O relator da matéria, deputado Hugo Leal, quer ouvir os setores envolvidos.
Sem visto
» Passaporte diplomático para os filhos do
ex-presidente Lula não tem respaldo na lei. Por terem mais de 21 anos, Luis Claudio e Marcos Claudio perdem o direito. Uma brecha encontrada pelo Itamaraty é que quem não preenche os quesitos pode portá-los em função do interesse do país. Que interesses são esses, ninguém sabe.
PNE 30
» Ainda pendente o documento recebido pela senadora Marisa Serrano com o timbre do Fórum de Meio Ambiente e Desenvolvimento de Mato Grosso do Sul. Há estudos da Eletrobras e da Eletronuclear para a seleção de usinas nucleares e de álcool na planície pantaneira e na Bacia do Alto Paraguai. Ecologistas e o Ministério do Meio Ambiente estão atentos.
Novidade
» Em pouco tempo unidades do governo se comunicarão por videoconferência. A Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação vai padronizar a aquisição dos aparelhos.
História de Brasília
Sua Alteza Imperial D. João de Orleans e Bragança mandou suspender suas obras em Brasília. Estão paralisados os trabalhos na Superquadra 102. (Publicado em 26/3/1961)
Assinar:
Postagens (Atom)